28 de maio de 2010

Mídia Legal

A Escola de Gente lançou o Manual da Mídia Legal 6 - Comunicadores (as) pelas Políticas de Juventude. Editado e distribuído gratuitamente com patrocínio da Petrobras, está disponível para download em seis formatos. O Manual integra coleção iniciada em 2002 e traz análise de mídia, legislação, comentários da Escola de Gente e de representantes do Ministério Público da União, reprodução de documentos sobre a construção dos marcos legais sobre Juventude e artigos da Convenção e Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU.

fonte: Sicom

24 de maio de 2010

Comunicação e exploração sexual



Prêmios também são ferramentas de comunicação. Aqui está um exemplo digno.
"Faça bonito. Proteja nossas crianças e adolescentes". Com esse lema a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) faz campanha de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A SDH lançou, ainda, o Prêmio Neide Castanha, destinado a pessoas físicas e jurídicas que se destaquem na promoção e defesa dos direitos infanto-juvenis no enfrentamento da violência sexual. O prêmio tem as categorias Boas Práticas; Produção de Conhecimento; Cidadania; Protagonismo de Crianças e Adolescentes e Responsabilidade Social.


Acesse o site aqui

21 de maio de 2010

Pioneirismo direto do twitter


Alcilene Cavalcante twittou direto da coletiva sobre o "Caso Carol"

Na comunicação, a expressão “os tempos mudaram” é um bom indicativo de que realmente o tempo decorrido entre um fato e sua transformação em notícia divulgada é cada vez menor e mais veloz. A qualidade do conteúdo e o acesso (ainda) restrito em um estado onde sequer tem banda larga, já são temas para outra discussão. Estou no Amapá.
Nesta quarta-feira, a blogueira Alcilene Cavalcante largou na frente e twittou direto da coletiva dos Promotores, Delegados e Peritos que apresentaram o relatório de investigação do brutal assassinato de Caroline Camargo e seus filhos de 17 e 11 anos. Os três foram esfaqueados dentro da própria casa, por um rapaz de 19 anos considerado até então “amigo da família”, e o crime, logicamente, teve e continua tendo muita repercussão na cidade.
O senso de oportunidade da blogueira estatelou a imprensa tradicional, mas sobretudo as emissoras de rádio, que pelas características deste veículo têm condições favoráveis para transmitir ao vivo.
Considero um pioneirismo a destacar, não sei se há houve outra iniciativa, pelo menos eu desconheço em Macapá algum veículo tradicional ou blog que até hoje tenha feito a cobertura de um fato de grande repercussão por meio do twitter. Torço para que o gesto de Alcilene seja inspirador para jornais, rádios, TVs, outros blogueiros e assessorias que já possuam estrutura suficiente para utilizar o twitter. Quem ainda não possui, pode ao menos começar a se inteirar sobre o assunto, pesquisar, trocar idéias, enfim, subir no caminhão de mudanças do tempo para não ficar no acostamento comendo poeira.
A propósito, o perfil da entrevistada: http://twitter.com/alcileneblog

Entrevista feita pelo MSN:

Alcilene, você planejou essa cobertura via twitter ou percebeu a oportunidade na hora H?
Ontem à noite, me veio o toque. Chegou tudo pronto na cabeça, chegar cedo no Ministério Público, conectar e colocar uma nota no blog avisando aos leitores do blog.

Informou sua intenção à Assessoria de Comunicação do MP?
Sim, informei ao promotor (Flávio Cavalcante) do caso também.

Você imaginava que equipes de rádios e TVs também iriam entrar ao vivo em algum momento da coletiva?
Pensei que as rádios iriam fazer ao vivo.

É difícil escrever tão resumido (cada postagem deve ter no máximo 140 caracteres) e rapidamente o que uma pessoa vai falando em ritmo normal?
Muito difícil.

Você twittou de celular ou notbook?
Usei o notbook, acho que do celular não conseguiria.

Você acha que o jornalista que twitta de uma coletiva, sob forte pressão do tempo para digitar, deve ser perdoado pela falta de letras nas palavas e erros gramaticais?
No twitter sim, são erros de digitação. É uma mídia ao vivo, mas tem que digitar. Diferente do rádio e TV que você coloca a voz das pessoas.

Você acompanhou a repercussão da sua iniciativa enquanto twittava?
Pouco, era tudo muito rápido. Ouvido nas fontes, dedos nos teclados. Conseguia ver perguntas, mas estava somente narrando no twitter.

Pretende repetir a experiência?
Sim, sempre que achar necessário.

Você acha que Assessoria de Comunicação do Ministério Público poderia adotar essa ideia?
Depende do caso, mas acho que sim. Esse caso é de grande repercussão. E nossa Ascom tinha muito detalhes a cuidar. Penso que as assessorias em geral podem e devem utilizar o twitter.

Você ficou emocionada....(Caroline Camargo trabalhava na mesma sala de Alcilene, eram amigas).
O momento foi duro, mas sabia que as pessoas estavam muito interessadas no assunto. Dr Flávio (Promotor) se emocionou e eu também, com o vídeo do rapaz confirmando (autoria do crime). Foi muito importante o trabalho dos promotores, delegados e peritos, a clareza e segurança deles em passar as informações.

"Jornalismo inapetente"

Artigo de Eugênio Bucci, publicado no jornal O Estado de São Paulo. É jornalista e professor da ECA-USP.

O homem sem fome e o jornalismo inapetente

O mestre iogue Prahlad Jani, da Índia, tem 83 anos. Afirma que há mais de 70 não come nada. E passa bem. Há poucos dias, ele se deixou internar num hospital na cidade de Ahmedabad, onde uma equipe de 30 médicos, escolhida pelo Ministério da Defesa indiano, dedicou-se a monitorá-lo minuto a minuto.

Os resultados divulgados são simplesmente inacreditáveis: ao menos durante o período em que esteve sob vigilância, o religioso efetivamente não ingeriu nem expeliu coisa alguma.

Como? É verdade? Bem, quem quiser saber mais sobre a história talvez apanhe um pouco. As notícias são escassas e vagas. Há referências a Prahlad Jani em sites variados, mas a internet é generosa e abundante em relatos que não merecem crédito.

De calúnias contra os candidatos à Presidência da República (fantasias de mau gosto) a depoimentos minuciosos sobre excursões em discos voadores (mirações "do bem"), o inacreditável é o que não falta.

O caso do iogue, porém, foi registrado no Brasil em publicações sérias. Dou apenas dois exemplos. Este diário, em sua edição de 11 de maio, deu poucas linhas a respeito, na página A20: Iogue hindu não come nem bebe. No sábado, a revista Época trouxe algo mais alentado: duas páginas com mais dados e algumas ironias ? como chamar o iogue de "autossustentável" e afirmar que, ao não comer nada, o mestre hindu realizou "o sonho de boa parte das mulheres".

Piadas à parte, das duas, uma: ou estamos diante de um embuste desprezível (e ainda não desmascarado) ou diante de um fenômeno que põe em xeque o que imaginamos saber sobre biologia. Difícil pensar num acontecimento mais interessante e de maior relevância. Mesmo assim, a maior parte da imprensa dá de ombros.

A revista Época, que procurou apurar um pouco mais, foi ouvir o médico cardiologista Nabil Ghorayeb, do Hospital do Coração, em São Paulo, que descartou a hipótese sem a menor hesitação: "Isso não existe, você não pode ficar sem nutrientes. De algum lugar ele tem de tirar."

É como se ele decretasse: se esse tal de Prahlad Jani existe de verdade, ele precisa ser "desinventado" o quanto antes, pois não anda muito de acordo com os nossos cânones. É claro que Ghorayeb tem sua razão: não há registro de uma célula que viva e se reproduza sem captar do exterior os tais "nutrientes", devolvendo ao exterior, depois, os, digamos assim, dejetos. Mas, se o cardiologista está certo, esse iogue é um impostor? A incerteza do leitor aumenta.

De seu lado, Prahlad Jani está aí, imperturbável. Ele não está lá longe, na cidade indiana de Ahmedabad: está bem próximo, na página do Estadão e também nas duas páginas da Época. Ele foi registrado como um fato jornalístico, ainda que meio discutível. Aparece no noticiário com algum índice de veracidade.

Mais ainda: vem sendo estudado por um grupo de cientistas, dentro de parâmetros metodológicos aparentemente rigorosos. E se aí está, com o estatuto de fato jornalístico, por que não surgem reportagens mais conclusivas sobre ele? Por que a indiferença?

É bom anotar, estamos falando de uma indiferença reincidente. Há poucos anos, em 2003, uma pesquisa semelhante com o mesmo personagem apareceu na nossa imprensa e, também naquela ocasião, nada mais se falou. Agora, nesta semana, ele reaparece. Com a saúde perfeita, afirmam os médicos que o examinaram. Mentira? Verdade?

Às vezes bate na gente a sensação de que o mais fascinante da existência passa a milhares de quilômetros dos jornais que a gente lê. Às vezes o leitor experimenta o incômodo de se sentir mais curioso do que o jornalista que é pago para informá-lo.

Esse iogue vem para nos fazer experimentar o mesmo incômodo. Ou os jornais demonstram a farsa, ou têm de ir mais fundo. Quando não optam nem por uma alternativa nem por outra, parece que não se incomodam com aquilo que nos aproxima da fronteira do desconhecido, o que deveria ser parte da inquietação jornalística.

Há mais de 20 anos eu li pela primeira vez a comparação que depois se tornaria um lugar-comum nos debates sobre a mídia: uma única edição do jornal The New York Times contém "mais informação do que o comum dos mortais poderia receber durante toda a sua vida na Inglaterra do século XVII".

A frase aparece no livro Ansiedade de Informação, de Richard Saul Wurman. Nunca acreditei muito nela, por um motivo elementar: o que os jornais chamam de informação é uma parte ínfima, exígua, das múltiplas manifestações com que fazemos contato diariamente. Quais eram as informações relevantes para um inglês do século 17? O dia em que as folhas começavam a cair das árvores? O sonho que ele teve na véspera - A gente não sabe - e esse tipo de coisa não sai no New York Times.

No mais, acreditamos que o desconhecido seja matéria para a ciência, não para o jornalismo. E quanto à ciência, ela mesma não passa de uma chama de vela tentando iluminar a escuridão, como Carl Sagan gostava de dizer. Em matéria de ciência, nós não sabemos quase nada. E em matéria de jornalismo, nós nos perguntamos menos ainda. Inclusive sobre ciência.

E então? Quem é esse homem que diz não precisar do "pão nosso de cada dia"? Por acaso ele sabe rezar o Pai-Nosso? Ou também não precisa? Num mundo sufocado pelas necessidades artificiais, em que vamos aos tropeções, em massas compactas de seres que se sentem solitários, famintos de afeto, de prazeres intoxicantes, de deuses que nos acudam, de um copo d"água, de uma esmola, de aparecer na coluna social fazendo caridade, de azeite "trufado", qual o significado de um iogue que não sente fome? Será que ele sente desejo? Talvez até exista vida depois da morte, mas pode existir vida além do desejo de viver? Que pergunta nos espreita nos olhos plácidos de Prahlad Jani?

E que jornalismo é o nosso, que não encara essa pergunta?

19 de maio de 2010

Assessora Cidadã de Macapá


No meio jornalístico, Ana Lúcia Anspach (foto)é a assessora de comunicação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Amapá (FIEAP). Para o órgão, ela é Analista de Estudos e Desenvolvimento, funcionária do Senai. Ou seja, uma responsabilidade que vai muito além do release, e que ganhou o reconhecimento oficial do vereador de Macapá, Clécio Luís (PSOL/AP), autor da proposta que deu à Ana o título de Cidadã de Macapá.
Entre as atividades na FIEAP, ela coordena a organização de eventos, produz matérias jornalísticas/releases, coordena o clipping, faz contatos com a imprensa/agendamento de entrevistas, realiza cerimonia e....enfim, dá conta de rotinas administrativas que fazem parte de uma assessoria.
Formada em Comunicação Social /Publicidade e Propaganda, pela PUC do Rio de Janeiro, Ana chegou a Macapá em agosto de 1995, acompanhado o marido (hoje são separados). Aqui, o primeiro trabalho na comunicação foi na função de produtora da Rádio Difusora (630 AM), onde fazia “de um tudo”: contatos telefônicos, recepção de entrevistados, redação de textos, atendimento ao público e locução. Com o tempo, passou a também a lecionar inglês. De lá para cá, prestou assessoria em várias instituições do setor público (inclusive a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado) entidades de classe e segmento empresarial. “No início da minha profissão tive alguma rejeição por parte dos veículos de imprensa, até que conseguisse respeito e credibilidade”.

Como sente-se ao receber o título de cidadã macapaense?
Honrada. Aprendi a viver e a admirar o povo deste estado e desejo realmente contribuir para melhorar um pouco pelo menos, a vida das pessoas daqui.

Ana Anspach é candidata à deputada estadual, mas esse post foi produzido porque trata-se de notícia para um blog especializado em comunicação, não por critério eleitoreiro. Ela é ciente disso e sabe que lhe tenho carinho e respeito.

14 de maio de 2010

12 de maio de 2010

Prêmio Esso


Autores e autoras de reportagens e fotografias excepcionais, maravilhosas, daquelas que você aprecia e cai na tentação de achar que jornalismo é um dom divino, não deixem de concorrer neste prêmio. É considerado o mais importante reconhecimento de mérito dos profissionais de imprensa do Brasil.

A importância maior é devido às características de independência e credibilidade do Prêmio Esso, construídas ao longo de 55 anos de existência ininterrupta. (ao lado, poster de 1986).


Dividido em diversas categorias, é concedido aos melhores trabalhos publicados anualmente. Atualmente, para a mídia impressa estão destinadas 11 categorias, mais o prêmio principal, que leva o nome do programa. Completa a premiação, pelo 10º ano consecutivo, o Prêmio Esso de Telejornalismo, conferido ao melhor trabalho jornalístico exibido na televisão.
Os trabalhos dos jornalistas serão avaliados por mais de 80 jurados e os valores das premiações variam entre R$ 3 mil e R$ 30 mil.

Para mais informações, acesse a página do Prêmio.

Caderno de C&T

Os jornalistas Marclene Oliveira e Gilberto Pimentel foram criativos e ousados. Apresentaram a idéia de um caderno semanal com notícias de ciência e tecnologia ao jornal A Gazeta e após o sinal positivo da empresa de comunicação já começaram a divulgar o novo "produto" às principais fontes deste noticiário no Amapá: Universidade Federal do Amapá, Universidade do Estado do Amapá, Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (por sinal o Amapá é um dos poucos Estados do Brasil que possui instituto estadual de pesquisa científica) e Embrapa Amapá. O caderno TecnoCiencia.com vai circular aos domingos, com 8 páginas, colorido na capa e contracapa. A previsão é de que o primeiro número seja publicado no dia 23 deste mês. Boa sorte!


E-mail dos jornalistas: marcleneoliveira@hotmail.com e gs.pimentel@hotmail.com

Transparência para Copa e Olímpiadas

Apenas 48 horas após o lançamento, os ambientes instalados pela Controladoria-Geral da União (CGU) no Portal da Transparência para acompanhar a Copa e as Olimpíadas tiveram mais de 25.886 páginas visitadas (20.708 para o portal da "Copa 2014", e 5.178 para o "Rio 2016").



O objetivo dos portais é dar clareza às ações do governo federal. O interessado pode acessar informações sobre os investimentos, programas e ações governamentais, fontes de recursos, órgãos executores, cronogramas, editais, entre outros temas. E denunciar, se identificar alguma irregularidade.

fonte: Comunidade dos Agentes de Comunicação do Governo Federal (Sicom)

11 de maio de 2010

Mídia alternativa

Na próxima sexta-feira será inaugurado o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, com a realização do seminário “A Mídia e as eleições 2010”. É complicado (e oneroso) demais para quem mora em Macapá ir ao evento, mas é viável adaquirir, em lojas virtuais, a bibliografia que será divulgada no local pela Editora Fundação Perseu Abramo. Veja a lista sugerida:

“A Síndrome da Antena Parabólica” – o livro reúne ensaios de Bernardo Kucinski, nos quais o intelectual debate no contexto que revela o seu mais pleno significado, o da arena política. Nos textos Kucinski reitera a importância de se equacionar o jornalismo com o conjunto das instituições e práticas indispensáveis para a consolidação da experiência democrática. Suas críticas visam alimentar o debate mais amplo sobre o necessário aperfeiçoamento dos mecanismos pelos quais a sociedade possa ter uma relação mais equilibrada, transparente e participativa com os meios de comunicação.

“Mídia – Crise Política e Poder no Brasil” – Nesta obra Venício A. de Lima aborda a relação entre mídia e política, onde analisa a cobertura da crise política, recheado de casos gerais de omissão, saliências e distorções e exemplos de coberturas específicas de veículos como Veja, Época, Jornal Nacional, O Globo e Folha de S.Paulo. O livro trata ainda da concentração da mídia brasileira e discute provocativamente a velha questão sobre qual dos dois veículos é mais importante para a formação da opinião pública no Brasil: o jornal ou a TV.

“Mídia nas Eleições de 2006” – nesta obra organizada por Venício A. de Lima o leitor encontra artigos de 16 autores que giram em torno de temas como a cobertura jornalística das eleições, o papel da mídia e alternativas para o aprimoramento do funcionamento da mídia na democracia brasileira.

“Jornalismo na Era Virtual – Ensaios sobre o Colapso da Razão Ética” – Bernardo Kucinski faz uma análise crítica e perspicaz da imprensa e das mudanças na mídia em nível global. Uma provocadora discussão sobre o papel do jornalista e da ética diante de um universo que tem passado por inovações radicais nos últimos anos.

“A TV aos 50 Anos – Criticando a Televisão Brasileira no seu Cinqüentenário” - o livro reúne textos críticos sobre a Tv no Brasil assinados por Eugenio Bucci. Enquanto muitos buscam apenas motivos para festejar os êxitos da televisão brasileira – que é uma das maiores do mundo –, os artigos deste livro pensam problemas. Em vista do papel que a televisão alcançou no Brasil e no mundo, criticá-la torna-se fundamental, um exercício de utilidade pública.

“Um Trabalhador da Notícia – Textos de Perseu Abramo” – organizado por Bia Abramo, a obra é uma coletânea da produção jornalística e política de Perseu Abramo durante mais de 35 anos. Obra que dá uma nova dimensão à produção intelectual deste que foi um dos mais importantes jornalistas brasileiros.

“Software Livre – A Luta Pela Liberdade do Conhecimento” – volume da coleção “Brasil Urgente” assinado por Sergio Amadeu da Silveira. O movimento do software livre luta pelo compartilhamento do conhecimento tecnológico. Enquanto o softaware proprietário se orienta em benefício do fabricante, o software livre se orienta principalmente para o benefício de seus usuários. A disputa pelo domínio das técnicas e tecnologias de armazenamento, processamento e transmissão das informações ocupa hoje o centro estratégico das economias nacionais. Saber fazer programas de computador será cada vez mais vital para um país.

7 de maio de 2010

Iniciativas do mundo corporativo

Direto ao eleitor
Os Correios lançaram um hot site para auxiliar candidatos, partidos e agências na campanha para as eleições de 3 de outubro."Correios Espaço do Candidato - Eleições 2010" mostra como planejar e executar uma campanha eficiente e sobre a melhor maneira de usar os diferentes produtos e serviços dos Correios para essa finalidade. Semelhante a um manual de marketing direto, trata desde definição do público alvo até como escrever mensagens aos eleitores.
Grande senso de oportunidade, parabéns Correios!

Sala de Imprensa
A Marinha está com nova Sala de Imprensa. A página principal oferece os contatos com as áreas de comunicação em cada região brasileira. Uma novidade é a Seção "Marinha na Mídia/Televisão", que oferece vídeos de matérias veiculadas por programas jornalísticos.

Primeira campanha da Finep
A Finep, agência de financiamento vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, iniciou sua primeira campanha de publicidade institucional. Os dirigentes enfim foram convencidos de que esta ferramenta de comunicação tem grande potencial para atingir o objetivo de mostrar como as empresas podem acessar os instrumentos de apoio à inovação.
O filme "Batata Quente" é o carro-chefe da campanha. Já a peça impressa mostra o "abacaxi" que pode se tornar um projeto sem financiamento. A Finep aparece como uma solução, ao financiar a inovação em empresas de todos os portes e setores. O filme é veiculado na Globonews, RecordNews, BandNews e Bloomberg e em revistas e jornais, aeroporto e Internet. O Prêmio Finep de Inovação também ganhou campanha própria, veiculada em jornais e na internet.

fonte: Canal SICOM -Comunidade dos Agentes de Comunicação do Governo Federal.

6 de maio de 2010

Sem piso, sem chão...

A remuneração do trabalho do jornalista é bastante diferenciada em todo o Brasil. Os valores são proporcionais ao nível de organização e luta desta categoria profissional.

Se você é jornalista, então deduzo que é curioso. Então, confira no site da Fenaj a tabela do piso salarial de todos os Estados e do Distrito Federal.

O Amapá é um dos poucos Estados onde não há valor do salário normativo. É cada um por si.

Concursos para Comunicação

O profissional de comunicação formado tem boas oportunidades em concursos públicos. No caso dos jornalistas, as principais atribuições, segundo a maioria dos editais, são de produção de textos informativos para mídia impressa e digital, atuação em centros de documentação e pesquisa de mídia e comunicação e coordenação de canais de comunicação. São responsabilidades que vão da gestão até atividades operacionais, e para ter um desempenho satisfatório é preciso, antes de mais nada, investir em qualificação técnica específica e em conhecimentos gerais. É importante cursar uma pós-graduação porque, nos últimos cinco anos, muitas instituições incluem também a prova de títulos na seleção. Um dos melhores sites para consultar concursos é o G1.

Fique atento, a Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa) abriu inscrição até 23/05/2010. Taxa: R$ 50,00. Provas dia 27 de junho de 2010. Informações e edital: www.idecan.org.br

Clique aqui para saber de concursos nas demais regiões.

4 de maio de 2010

Concurso de vídeo e foto

Igarapé no município de Cutias (AP)


Água em abundância. Esta é uma das imagens mais fortes projetadas da Amazônia brasileira, com seus rios perenes, navegáveis. Um deles é o o rio-mar Amazonas, que emoldura a cidade de Macapá e aqui é admirado e também desprezado, talvez na mesma proporção se formos levar em consideração a quantidade de exposições fotográficas temáticas sobre o Amazonas que realça sua beleza, mas também denuncia o lixo e entulhos acumulados no leito. Estes e outros aspectos podem valer um prêmio a olhares mais atentos que se aventurem a registrar o inusitado (sempre existe!). É que estão abertas as inscrições do 1º Concurso de Foto e Vídeo Olhares sobre a Água e o Clima.

O concurso é promovido pelo WWF-Brasil, Agência Nacional de Águas (ANA) e o grupo HSBC. Foi anunciado com o objetivo de retratar os temas em suas mais diversas manifestações, sejam sociais, culturais, simbólicas, econômicas, artísticas e até religiosas. Neste último aspecto vale lembrar as procissões fluviais do Círio de Nazaré em Belém (PA) e em Macapá (AP).

Rio Araguari, município de Ferreira Gomes (AP)


A ideia é mostrar os outros sentidos e olhares sobre estes elementos da natureza, para além dos conceitos cotidianos e concretos.As imagens poderão mostrar a água em sua relação com o clima e em diversas formas, preservadas ou degradadas, suas características, simbolismos e usos, nos mais amplos aspectos.

O primeiro colocado em cada categoria receberá um troféu, uma viagem de 4 dias e 3 noites para conhecer as águas cristalinas de Bonito (MS) – incluindo passagem aérea de alguma capital brasileira ida e volta, hospedagem, traslado e refeições – e um kit dos realizadores do concurso.

Qualquer pessoa maior de 12 anos, residente no Brasil, pode participar.

As etapas de inscrição dos participantes, envio dos trabalhos e votação dos trabalhos selecionados serão feitas, exclusivamente, pela internet, neste endereço www.olharesaguaeclima.org.br
Fique bem atento (a) às datas:
1.A inscrição dos trabalhos concorrentes vai do dia 22 de março até 31 de maio de 2010;
2.O período de votação aberta na internet vai do dia 03 de junho até 18 de julho de 2010;
3.A divulgação dos vencedores pela comissão julgadora será no dia 25 de julho de 2010;
4.Os trabalhos selecionados deverão ser enviados em mídia digital e impressa para os Promotores, em conformidade com o item 5 do presente regulamento, juntamente com o Termo de Utilização de Imagens e/ou Vídeo, preenchido e assinado, até a data de 30/07/2010.
5.O evento de premiação será no dia 05 de agosto de 2010.
6.A viagem de premiação do primeiro colocado de cada categoria para Bonito-MS será de 09 a 12 de setembro de 2010.

Rio Flexal, município de Amapá (AP)


As fotos que ilustram este post foram cedidas, com todo carinho, pela pesquisadora da Embrapa, Ana Elisa Montangner.


Saiba tudo sobre o concurso aqui

Lei para licitação de publicidade

O Diário Oficial da União já publicou a lei 12.232, que trata de regras próprias e diferenciadas para licitações e contratos de serviços de publicidade prestados a todas as esferas do Poder Público, por agências de propaganda. Com a lei, espera-se a garantia de maior qualidade, transparência e controle na execução de contratos. O autor da lei é o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP).

Entre os destaques da lei:
1- adoção obrigatória de licitação dos tipos "melhor técnica" ou "técnica e preço"

2- composição da comissão especial de licitação feita por sorteio, em sessão pública, com a escolha de cinco membros entre quinze cadastrados, permitindo a prevalência do princípio da impessoalidade

3-adoção de metodologia para recebimento de propostas técnicas que impeça a prévia identificação dos proponentes

4-definição precisa dos serviços de publicidade prestados por agências, aliada à proibição de atividades como as de assessoria de imprensa, comunicação, relações públicas e eventos sejam contratadas em conjunto com tais serviços.

Lançamento de livro

O livro “Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia” é um dos melhores do gênero e agora foi revisado. A versão ampliada terá lançamento amanhã (quem estiver em Brasília, Carpe-diem da 104 Sul) na capital do País.

As 440 páginas (incluindo um glossário) descreve a história de assessoria de imprensa no Brasil e no mundo, trata dos conceitos teóricos desta atividade e, na maior parte, apresenta como garantir um relacionamento de qualidade com a imprensa e os jornalistas.

Depois de 10 mil exemplares vendidos em duas edições e seis reimpressões, a nova edição vem com dois textos novos. Um dos capítulos inéditos é sobre capacitação de porta-vozes, incluindo realização de media training, de Jorge Duarte e Armando Medeiros. O outro é sobre planejamento estratégico em Assessoria de Imprensa, de Gisele Lorenzetti e Eduardo Ribeiro.

Os recursos obtidos com a venda dos livros são doados à Missão Criança.

A capa do livro e detalhes do livro podem ser vistos aqui

3 de maio de 2010

Nota oficial e postura de repórter

A matéria sobre as mortes de bebês na Maternidade Estadual Mãe Luzia, em Macapá, produzida e exibida pelo Fantástico no último domingo, não foi um material excepcional em termos jornalísticos. Uma matéria redonda como uma bola de futebol – como se diz no jargão jornalístico quando temos todos os elementos de uma boa história de jornal: gancho que não se deve deixar passar, boas sonoras de personagens que humanizam a matéria, declarações de autoridades, tomada do prédio da Secretaria de Saúde (fachada feia né), tomada de uma rua do centro como amostra da precariedade urbana e gravação escondida usando caneta que filma.

Enfim, nada que qualquer emissora de televisão de Macapá não tenha condições técnicas para fazer, desde que escale um repórter pra ficar só com esta pauta (acho que dois dias são suficientes) após um trabalho bom de produção (levantar endereços das mães sofridas e agendar com todos os personagens envolvidos), deixe a preguiça de lado e escreva um bom texto e enfim, caprichar na edição. O problema é que existem a pressão e a opressão econômica e política (partidária) para que as TVs não façam jornalismo e sim meramente divulgação, achincalhes e sejam porta-vozes eletrônicos das assessorias do Governo, restando para os observadores mais atentos a impressão equivocada de que todos os jornalistas destas emissoras são incompetentes e insensíveis. Esta é uma discussão, a outra é o comportamento da imprensa local pós-exibição da reportagem, com relação à reação da Secretaria Estadual de Saúde que enviou uma nota de esclarecimento sobre os fatos relatados na matéria.

Primeiro, a expressão esclarecer só cabe quando se trata de explicar algo que não foi relatado de forma correta, e que, por isso, pode dar margem para interpretações dúbias, dúvidas ou informações desencontradas ou mesmo incorretas. O que não é o caso, porque a nota não nega nada do que está escrito no texto da reportagem do Fantástico e, principalmente, não desmente que exista apenas um respirador para os bebezinhos, pasme. Então, logo não é uma nota de esclarecimento, porque não “explica” nem rebate nada. Lógico que não, até porque se tivesse alguma explicação, teria sido dada à própria equipe do Fantástico e se fosse incrivelmente verdadeira e convincente derrubaria a pauta da emissora do Jardim Botânico.

Para um repórter, o que deveria interessar (ao que eu ainda lembre, repórter quer mesmo é entrevistar, checar e comparar documentos, ouvir personagens, e principalmente reportar ao seu distinto público o que sabe, ouve, ver, sente e percebe) é confrontar com os responsáveis maiores pela gestão da saúde (Governador e Secretário de Saúde) todas as informações da matéria exibida domingo e que a nota servisse apenas de ponto de partida para uma matéria e não para a repetição pura e simples de uma nota.

Perguntas simples de um (a) repórter, que não precisam ser feitas de forma raivosa:
Governador (ou Secretário), por que a Maternidade tem apenas um respirador? O que aconteceu com os outros respiradores? Quanto custa um? Já foi providenciada a compra de novos ou reparos dos antigos? Quais os custos? Faz anos que essa situação é denunciada, por que o senhor não tomou providências?O senhor assistiu a reportagem, onde? A nota fala em convênio com a Prefeitura para aumentar numero de leitos, mas a situação que vimos na reportagem é urgente, quais providencias o senhor já tomou diante da urgência (se ele não tiver realmente o que dizer nesse caso, é problema dele, não do repórter, a quem cabe apenas reportar na matéria que o entrevistado não soube o que falar). Cada resposta pode desdobrar em outras perguntas que podem e devem ser feitas, sem qualquer constrangimento ou acanhamento, a qualquer gestor que administra recursos públicos e que tem mandato eletivo e temporário, portanto tem salário e várias mordomias custeadas pelo erário.

Com essa história toda entrelaçando saúde e comunicação, lembrei do doutor Geraldo Camilo, médico que ergueu um hospital na pequena Guarabira (PB). Há uns 15 anos ele comentou que seus funcionários jamais deveriam informar que “este mês tivemos apenas 2% de óbitos”. E sabe por que? “Porque para nós é um percentual pequeno, a ser festejado. Mas por outro lado, para as famílias dos mortos a perda é 100%, é total”. E sempre recomendava que falassem nas entrevistas que “este mês infelizmente perdemos 2% em óbitos”. Lembrei demais disso quando ouvi a sonora do diretor da Maternidade Mãe Luzia enaltecendo o fato de que estaríamos abaixo da média nacional em número de bebezinhos mortos na maternidade.

Liberdade de Imprensa

Hoje é Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Data que celebra os princípios fundamentais da liberdade de imprensa, avalia a liberdade de imprensa no mundo, defende a mídia de ataques à sua independência. Nesta data, a Unesco presta homenagem a jornalistas que perderam suas vidas no exercício de suas profissões.

O dia 3 de maio foi proclamado Dia Mundial da Liberdade de Imprensa na Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1993, seguindo recomendação adotada na 26ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO, realizada em 1991.

A ocasião serve também para lembrar os governantes da necessidade de se respeitar seus compromissos com a liberdade de imprensa e para gerar reflexão entre os profissionais de mídia sobre questões ligadas à liberdade de imprensa e a ética profissional.

fonte: Unesco