30 de junho de 2009

Consulta pública

Ficará no ar até o dia 7 de julho a consulta pública para o blog do Planalto. A idéia da Secretaria de Imprensa da Presidência da República é estruturar um blog com conteúdo multimídia, contendo texto, áudio, vídeo e inforgrafias.
Mas atenção, veio um aviso de que será um canal do Planalto, não do presidente Lula. Pelo menos na intenção, já tentam afastar o personalismo, que faz um mal danado à comunicação no serviço público e inclusive é um dos pecados contra os princípios da boa administração pública.

Falando na consulta, no formulário você encontra perguntas sobre o conteúdo e questões técnicas. O preenchimento é anônimo. Como existe um planejamento estratégico para a criação, lançamento e manutenção do blog, o objetivo da consulta é qualificar as expectativas dos futuros leitores e definir as melhores ferramentas.

Ao final das questões de marcar "x", você ainda tem a opção de mandar sugestões ou comentários.

Para acessar o formulário, basta clicar aqui

21 de junho de 2009

Seminário de Comunicação

A Faculdade Seama promove, terça-feira (23), às 19h, um seminário sobre comunicação integrada, dirigido aos alunos e professores do curso de comunicação. A programação é focada em assessoria de comunicação e sua aplicação em instituições privadas, públicas e do terceiro setor. Fui convidada para falar sobre minha experiência de assessoria em órgão público, que começou em 2001 quando o jornalista João Vital (atual secretário adjunto de Comunicação do Governo do Pará) me desafiou a coordenar a comunicação da Secretaria de Educação do Estado do Pará. Hoje, estou assessora da Embrapa Amapá. Não sou professora, ainda aprendo bastante no dia-a-dia, mas vou com prazer compartilhar as delícias e as dores desta atividade que me arrebatou ao ponto de largar outra grande paixão incurável, que é o jornalismo impresso.

Para começo de conversa, penso que antes de entrar na sala de trabalho, no primeiro dia de trabalho como assessor em instituição pública, é bom entender pelo menos cinco dos princípios da Administração Pública, descritos na Constituição Federal (Artigo 37):

- Legalidade
- Impessoalidade
- Moralidade
- Publicidade
- Eficiência

17 de junho de 2009

Diploma

Deu no G1: "O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (17) derrubar a exigência do diploma para exercício da profissão de jornalista. Em plenário, por oito votos a um, os ministros atenderam a um recurso protocolado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal (MPF), que pediam a extinção da obrigatoriedade do diploma".


Os ministros do STF não entendem de jornalismo, de Assessoria de Comunicação e de cursos de jornalismo. Nem os oito que votaram a favor do recurso do Sertesp e nem o único que votou contra. Isso fica claro nas falas transcritas nas matérias sobre o assunto, com afirmações "sem noção" que, me pareceu, não foram contestadas pelos jornalistas, independente de terem diploma ou não. Por falar em diplomas, estou morrendo de curiosidade para saber se o jornal Folha de São Paulo (defensor declarado da não obrigatoriedade da formação)vai deixar de exigir dos seus jornalistas a pós-graduação (para se inscrever na seleção, o jornalista tem que comprovar ter no mínimo uma especialização) e fluência em língua estrangeira. Du-vi-do que a Folha, e tantos outros grandes empregadores do jornalismo brasileiro, desprezem a mão-de-obra mais qualificada e de melhor referência técnica. Se tudo ficou como a Folha aparentemente gostaria, já imagino as milhões de pessoas que juram que têm talento para jornalismo (eheeeheh)numa fila quilômetrica para se inscreveram as vagas de repórteres, afinal não precisa de diploma né mesmo. E adivinha quem vai ser selecionado. Claro que é fácil acertar, afinal nem a Folha é besta ne, tem um público muito exigente e qualificado. Tudo isso só para dizer que os melhores e maiores empregadores terão que continuar contratando os formados sim, porque quem domina ciência e o conhecimento (e domina a técnica) ganha do sobrinho do dono do jornal na hora de argumentar e explicar os fundamentos do seu trabalho. Claro, há rincões neste Brasil que ainda não chegou a este estágio de exigência no fazer jornalístico, mas aí é outra história. Certamente, haverá manchetes festejando e anunciando uma era fantástica e medonha de salários aviltantes (mais ainda do que os praticados)e, a conseqüência mais lógica, que é a institucionalização do "jabá" com dinheiro público.

Pare, leia e pense bem:

- Por que será que a ANJ é totalmente a favor da da falta de formação básica (graduação) para o exercício da profissão de jornalista?

- Por que será que a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert)é totalmente a favor da falta de formação básica (graduação) para o exercício da profissão de jornalista?

- Por que será que tenho uma forte intuição de que os veículos de comunicação do Amapá vão comemorar efusivamente a decisão do STF?

Deixando de lado as miudezas de ser contra ou a favor, sugiro a cada cidadão brasileiro a profunda reflexão e buscas de respostas para as questões acima.

15 de junho de 2009

Vale quanto pesa?

Não é de hoje que a blogueira Alcilene Cavalcante (Repiquete no Meio do Mundo) deixa claro que não consegue aproveitar alguns releases por uma questão simples: o envio do material segue anexado e, o que é pior, é considerado pesado. Deduzo que, a partir do momento em que o blog citado entra no mailling da assessoria, passa a fazer parte da leitura diária (ou quase) desta mesma assessoria. Parece óbvio, mas não parece que isso acontece, senão a recomendação já teria sido atendida. A queixa tem tudo para se alastar, agora é o jornalista Paulo Silva, titular de uma das colunas de mais credibilidade na cidade, quem também se manifesta publicamente e pede para não enviarem arquivos anexados.
Este assunto motiva uma reflexão sobre adequação de conteúdo e formato para blogs e colunistas, que necessariamente deve ser diferente (reduzido e mais focado) do que enviamos para impressos. Deixo bem claro e límpido que não estabeleço aqui um tribunal de avaliação, até porque todos estamos aprendendo a trilhar os caminhos das chamadas novas mídias e o que deve prevalecer é a discussão produtiva para a melhoria da qualidade do jornalismo (de redação e de assessoria) praticado por aqui. Se formos pensar bem, no ponto de vista da praticidade (e da segurança anti-vírus) para quem recebe, não há o que discutir, realmente é mais proveitoso enviar o release ou seja lá o que for, diretamente no corpo de texto. Se formos pensar bem de novo, será que o tamanho de um release é o que determina seu valor editorial, seu apelo de notícia, ou é tempo e trabalho perdido alongar-se em pormenores que cabem mais em outros formatos de mídias. Pensando melhor ainda, se observarmos regrinhas básicas como essas (entre tantas outras), todos acabamos ganhando: pessoal da redação, assessorias, assessorados e o distinto leitor. Quando não se aplica procedimentos simples e óbvios assim, muitas vezes é menos por falta de boas intenções e competência, e mais por falta do hábito da autoavaliação, e isso é necessário nem que seja por força de um carão em público.

p.s.: na minha terra natal, carão significa puxão de orelha.

14 de junho de 2009

Verbos das mídias sociais

Se você tem MSN, está no orkut, tem perfil no twitter, no facebook....ou então pelo menos já está inserido e participa (ativamente) de uma destas ferramentas de conversação e de redes sociais de relacionamento, considere-se um usuário avançado em mídias sociais e pense na possibilidade de usar estas ferramentas no corporação que você assessora. O termo mídias sociais é novo, eu sei, mas com boa vontade para aprendizado é só procurar textos por meio do buscador google, ou, quem estiver em Macapá, puxar assunto com a jornalista Dione Amaral. Cito esta profissional novamente, porque foi a palestra dela que assisti sobre o assunto e que deixou um recado interessante: a dinâmica própria das redes sociais pede um perfil de assessor muito mais do que divulgador, mas um estrategista rápido, empenhado na eterna busca da superação das dicotomias monólogo x diálogo / distante x participação / consumidor passivo x usuários industrializados / um para muitos x muitos para muitos. A palestrante aponta os números justificam o investimento neste tipo de mídia. Dos 43 milhões de internautas no Brasil, 67% já acessam as mídias sociais. Mas para um desempenho eficiente, qual será o perfil ideal do comunicador corporativo (seja em instituição privada ou pública) nestes tempos de mídias sociais? Ela mesma responde que é preciso aprender uma lição de casa, conjugando corretamente os verbos das mídias sociais:

- escute e responda
- participe e compartilhe
- use e construa comunidades
- experimente e mensure
- aprenda e adapte.

12 de junho de 2009

Sete portas da comunicação pública

O jornalista Maurício Lara anuncia que compartilha muitas experiências no seu livro "As Sete Portas da Comunicação Pública: Como enfrentar os desafios de uma assessoria". Não sei se ele fala da estrutura, da capacitação e do clima necesssários para atravessar bem estas setes portas, porque ainda não li o livro, mas acho sugestivo o apelo.

As sete portas:
1-imprensa
2-comercial e mídia
3-tom do discurso
4-relação com o público
5-comunicação interna
6-demanda interna
7-acesso ao poder

Twitter

Muitos amigos falam maravilhas do twitter, uma imensa porta aberta na web para microblogs. Preciso compreender como funciona, como se conjuga na prática o verbo "twittar" e também quais seus predicados. Espero aprender durante a palestra de Dione Amaral sobre mídias sociais (também chamadas de redes sociais), na Federação do Comércio, nesta sexta-feira, 12.

No Amapá, não sei...mas no Pará já temos um parlamentar twittando. É o senador Flexa Ribeiro (PSDB), que resolveu publicar opiniões, agenda pessoal e compromissos políticos.
A quem interessar, já está no ar o site com a lista dos parlamentares brasileiros que usam esta ferramenta interativa.

Meca da Notícia - o retorno

Boa notícia na blogosfera. O Meca da Notícia está de volta, com novo layoute e mesma proposta editorial: falar de comunicação entre os que fazem comunicação no Amapá. Tem a assinatura de Dione Amaral, uma das grandes marcas do jornalismo local.

10 de junho de 2009

Vazou no blog

Este é o assunto do momento em assessoria de comunicação: o blog da Petrobras.
Mas não exatamente blog, e sim muito mais porque a assessoria de comunicação da empresa publicou no blog algumas perguntas de um jornalista e as respostas do entrevistado, antes da veiculação do jornal. Houve uma reação em cadeia no meio jornalístico, com opiniões favoráveis e contrárias, com direito a comunicado da empresa sobre as mídias sociais. Hoje, a Petrobras recuou depois de várias reuniões na sede, no RJ. Decidiu continuar postando as perguntas dos jornalistas e as respostas da Petrobras, mas só a meia-noite, para evitar que publicações concorrentes entre si (imprensa) tomem conhecimento antecipado das reportagens que serão publicadas por outros veículos.

Esta blogueira não concorda com a publicação de trechos ou entrevistas na íntegras, no blog, antes da publicação no veículo de comunicação que solicitou a entrevista.

7 de junho de 2009

Beijo na mídia

Sempre ouvimos falar que toda atividade humana comporta ações de comunicação. Mas há, certamente, situações muito desafiantes que exigem criatividade a toda prova. E sempre, sempre, bom senso para explorar as oportunidades. Um bom exemplo vem da jornalista Patricia Muniz Justino, que orientou um dentista cliente a escrever um artigo em linguagem didática e simples, explicando como são transmitidas doenças por meio do beijo (na boca, aquele de língua mesmo). Nada de terrorismo, apenas uma aulinha de prevenção. O artigo está no banco de pautas do Comunique-se.

Olha que elegência e simplicidade, que no fundo são a mesma coisa.

"O beijo não tem idade, não tem sexo, não tem cor , não tem nacionalidade, o beijo só tem prazer.

Atualmente muitas pessoas têm abusado do beijo, através da onda do ficar , das competições juvenis de saber quem beijou mais na mesma noite. Acho que as pessoas não imaginam que o beijo pode transmitir doenças e quanto mais pessoas se beija, maior o risco de contraí-las.

Das doenças transmissíveis através do beijo, a mais específica é a mononucleose infecciosa, comumente chamada de doença do beijo. É uma doença causada pelo vírus Epstein-Bar e transmitida pela saliva (...)". (Dr Milton Sabino)

Cases regionais 2010

Atenção, agências, estudantes e professores de Comunicação da região Norte:

A Mega Brasil, organizadora do Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, já tem em vista os temas para o próximo ano: networking, cases regionais e apresentações de trabalhos de conclusão de curso de destaque na área de comunicação corporativa.

Devagar

Foi o jornalista Ricardo Boechat quem falou, e eu concordo. O jornalismo é uma profissão "na qual, por vias normais, se progride devagar, à custa de muito suor". Entenda-se por progressão, também a remuneração.

RH e comunicação

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Agências de Comunicação identificou entraves no relacionamento entre agências e o setor de recursos humanos das corporações. Por isso, o grupo de Comunicação Interna da Abracom vai marcar presença em eventos de RH e promover iniciativas para sensibilizar os gestores desse segmento.

Há pouco menos de 10 anos, apenas o RH falava sozinho com o público interno. O espaço agora é compartilhado com a área de comunicação.

Quente, total

Comunicação 360graus. O que se imagina com essa expressão? Pensei logo em slogan de agência, um empolgante título de palestra. Expressa algo quente mesmo, no sentido de novidade (para nós,porque no Sudeste já é tendência). Se formos sintetizar numa frase, é o mesmo que dizer para trabalharmos uma única mensagem, mas trabalhada em várias mídias complementares,com enfoques bem diferenciados. É a realização do sonho da comunicação integrada. O publicitário Sérgio Lopes fala deste tema na entrevista "Hoje o consumidor é 360 graus".