31 de março de 2009

Crise

Trechos do artigo "Comunicação, crise e lama por debaixo do tapete", publicado no Portal Imprensa.
Por Wilson da Costa Bueno, jornalista e professor de comunicação.

"Há empresas que imaginam que crises, sobretudo as de imagem, podem ser enfrentadas com uma agência batuta, daquelas que salvam a pele de todo mundo, e que praticam a tese equivocada e não ética de que "pode sujar o que quiser porque estamos aqui para fazer a limpeza", o que agrada empresários incompetentes e corruptos que não têm compromisso algum com a responsabilidade social, a gestão democrática e a comunicação transparente.

Esta é a proposta do marketing verde, aquele discurso cínico de sustentabilidade que costuma caracterizar empresas predadoras, assessoradas por consultores espertos e agências louquinhas para levar a grana dos que não conseguem conciliar teoria e prática. Pois não é que até a indústria tabagista e a de agrotóxicos (produtoras de drogas e venenos, respectivamente) andam se proclamando socialmente responsáveis, sustentáveis ou coisa que o valha, com a complacência hipócrita de agências de propaganda, assessorias de RP e de imprensa? Uma contribui para matar com os seus produtos os clientes que acreditam nela e outra emporcalha solo, água, ar etc sem dó. Puxa, pode ser até que agrotóxico aumente a produtividade (se é só que isso interessa neste mundo) mas que é sustentável pera lá, não dá para engolir".

O texto é grande, mas vale a pena ler. A íntegra aqui

29 de março de 2009

Médico e Mídia

Uma boa para quem estiver no RJ nos dias 16 e 17 de abril. O IV Seminário Nacional Médico/Mídia vai tratar de temas gerais, como mídia e novas tecnologias, mas sem esquecer do segmento assessoria. O jornalista Chico Carlos, assessor de imprensa do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, confirmou presença para falar sobre “Experiências de assessorias de imprensa de sindicatos médicos em pautas de grande repercussão na mídia - fatores positivos e negativos, exposição na mídia dos dirigentes sindicais, os médicos envolvidos no movimento como fonte de informação”.

O Seminário Médico/Mídia já integra o calendário permanente de eventos da FENAM e tem como objetivo colaborar com os profissionais de saúde no que se refere ao seu relacionamento com a mídia e também simplificar o trabalho da imprensa, ajudando os jornalistas a entenderem melhor o setor.

Inscrições gratuitas pelo portal da FENAM (www.fenam.org.br) ou pelo telefone (21) 2240-6739 , das 13h às 18 horas, de segunda a sexta-feira, na Assessoria de Comunicação, com a jornalista Denise Teixeira. Local do seminário: Hotel Windsor Plaza Copacabana.

É uma boa mesmo contribuir para os jornalistas “entenderam melhor” a evasão de médicos nos prontos-socorros públicos durante feriados e recesso de final de ano, como se fosse lógico programar a necessidade de atendimento emergencial para dias úteis.

28 de março de 2009

Reportagem interna

Do Manual de Textos Jornalísticos da Embrapa: "O jornalista que atua em assessoria é um facilitador da comunicação e deve ter o perfil do profissional obrigatoriamente atento a procedimentos que identifiquem perfeitamente a instituição e que zelem por sua imagem".

Significa que espera-se do assessor da Embrapa, que ele entenda perfeitamente o que é um dia de campo, um comunicado técnico, uma cultivar, um banco de germoplasma, uma parcela (não é a prestação da geladeira ok), uma expedição científica, um pupário etc etc.

E para que o assessor desta empresa entenda perfeitamente tudo isso e simplifique para o distinto público leigo, obrigatoriamente ele precisa levantar da cadeira e fazer a boa e velha ronda. Ou seja, ser repórter, perguntar, questionar, ser chato, fazer perguntas óbvias (do ponto de vista do entrevistado), perguntar de novo, pedir pra ir junto ao campo.

Isso também é construção da imagem da empresa.

Comunicação na web

Dica da Comunidade dos Agentes de Comunicação do Governo Federal:

Está disponível na internet, sem custos, o livro "Para entender a internet - Noções, práticas e desafios da comunicação em rede". A obra contou com a participação de diversos especialistas e pode ser baixada em formato pdf. Chamado "beta-livro" reúne textos de ativistas, acadêmicos e profissionais, numa experiência cooperativa de produção de conteúdo educativo aberto a interferência dos interessados.

Veja os links de acesso ao livro aqui

Consta no blog do livro:
Este "beta-livro" reúne textos originais de ativistas, acadêmicos e profissionais que estão ajudando a inventar/moldar a cultura da Web no Brasil. É uma experiência de produção de conteúdo educativo usando a Rede que começou na Campus Party em janeiro de 2009. É também um projeto colaborativo - literalmente - publicado com licença CC e aberto a interferências.

25 de março de 2009

Diploma

Pauta do dia 1º de abril (tinha que ser esta data?) do Supremo Tribunal Federal (STF)
- julgamento da ação do PDT que pede a revogação da Lei de Imprensa
- ação do Ministério Público Federal, que pede a extinção da obrigatoriedade do diploma de jornalistas.

Obrigatoriedade do diploma

A questão do diploma tem como o presidente do Supremo, Gilmar Mendes. Desde novembro de 2006, profissionais que já atuam na área mas não têm diploma podem exercer o jornalismo.

O que acha o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sergio Murilo: “Se o STF fizer um julgamento rigorosamente técnico, não tem como não acompanhar a decisão dos tribunais inferiores, que sempre foram a favor da manutenção do diploma. Se prevalecerem outras motivações e interesses, aí de fato se corre risco. Não acredito que o STF faça isso”.

Reflexões:

O ícone do otimismo hoje é Sérgio Murilo.

Nos veículos que cumprem a lei da obrigatoriedade da formação em jornalismo para exercer a profissão, quem não possui o diploma sequer faz o teste de seleção.

Nos veículos onde não se cumpre a lei, não há qualquer forma de seleção.

Nos dois casos, os patrões são contra a obrigatoriedade. Fácil deduzir os motivos.


O diploma é só o comprovante da formação. O que está sendo julgado não é o diploma, mas a obrigatoriedade de se ter formação em Jornalismo para o exercício da profissão.

Se a obrigatoriedade cair, isso não invalida a importância da formação na área de jornalismo. Duvido que os veículos mais exigentes não queiram uma mão-de-obra mais preparada.

24 de março de 2009

Autonomia

Até onde vai a autonomia do assessor para enviar informação de alto calibre à imprensa sem o conhecimento do assessorado? Minha grande dúvida do dia foi esta. Por uma contigência além dos meus limites logísticos e de comunicação (bom né..rss), não consegui contato com o chefe e optei por liberar, após pesar dois níveis de conseqüências: ele gostar ou ele não gostar. Porque a autorização viria, tenho certeza absoluta. Mas "não façam isso em casa", salvo se tiverem o mesmo nível de segurança.

Útil de novo

Uma empresa de assessoria de imprensa e organização de eventos do interior do Espírito Santo focou seus serviços e produtos no respeito ao meio ambiente e sustentabilidade. É a Comunica Fácil. Aparentemente, mira apenas clientes de grande porte que possuem largas verbas para bancar coffe breaks com produtos orgânicos, uso exclusivo de papel reciclado (não confundir com papel reaproveitado no verso) e outras extravangâncias tão ecologicamente corretas quanto dispendiosas no aspecto econômico-financeiro. Falei aparentemente, porque imagino que na empresa há espaço, mente, coração e mãos empenhadas em seguir os mesmos parâmetros da sustentabilidade ambiental fazendo uso de vidros, caixas de margarina, latas de leite, copo de azeitona, para brindes por exemplo, o que reduz bastante o custo de acesso à matéria-prima (quem não tem um monte disso em casa todo final do mês?) e assim, abrir possibilidades para clientes de pequeno e médio portes. Um nicho a ser discutido e (bem) explorado.

Comprometimento

É quase engraçado quando alguém - esse alguém é sempre um jornalista de redação - diz que o assessor de imprensa é comprometido com a empresa. Ora, mas quem trabalha em jornal, rádio, TV, revista, também está comprometido com seus empregadores desde o momento em que formalizam o vínculo empregatício. Se alguém quiser dourar a pílula, tudo bem. A questão é que as regras precisam ser claras, o assessor defende sim o interesse corporativo, o que é legítimo e jamais foi ilegal ou antiético. O que é discutível é se ele defende o indefensável, aí já é outra discussão. E defender o indefensável, convenhamos, há aos montes na gloriosa (sem ironia) grande imprensa brasileira. No final, o que vale mesmo é que não existe ninguém ofertando ou pedindo favor, o que aqcontece é uma troca elementar: o fluxo de informações com valor de notícia.

20 de março de 2009

Cala-te

De acordo com Marcelo Leite, jornalista e colunista da 'Folha de São Paulo' e especialista em jornalismo científico, a Amazônia está presente em nove países e ocupa 50% do território brasileiro. 'Os números na Amazônia são expressivos. Existem cerca de 200 mil índios, distribuídos entre 220 etnias que falam 180 línguas', afirma o jornalista.


Segundo o jornal O Liberal, Marcelo Leite falou isso (não acredito, de jeito nenhum, que só isso) no debate 'Jornalismo e Ciência na Amazônia', promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), em Belém.

Será mesmo que ninguém no evento sabia destes dados?
Será mesmo que Marcelo Leite subestimou o conhecimento da platéia com relação a estes dados?
Será mesmo que Marcelo Leite não falou nada além disso, que sirva para as aspas?

18 de março de 2009

CI

Para quem, a vida inteira, confundiu jornalzinho institucional e jornal mural com comunicação interna, a leitura dos conceitos sobre esta atividade está sendo uma tremenda descoberta. Eu nunca tinha visto nada muito detalhado durante o curso de Comunicação, muito menos nas assessorias onde já trabalhei.

Agora tenho na ponta da língua: "Comunicação interna é uma série de ferramentas utilizadas para promover a interação e a troca de informação entre a empresa e seus funcionários. As ferramentas podem variar de um cartaz parabenizando os aniversariantes do mês à foto do colaborador de maior destaque no período, passando por um programa de tv com o mais alto executivo da instituição transmitido no refeitório da fábrica".

Minha tentativa de tradução: comunicação interna vale-se, entre outras ações, de veículos/ferramentas como jornalzinho, jornal mural, intranet, mas estes veículos isoladamente não significam necessariamente que fazemos comunicação interna, que na verdade se caracteriza pela segmentação dentro da instituição. É isso, comunicação interna não é comunicação de massa dentro da empresa. Vale puxar a cadeira e bater um papo com a turma do RH e com os gestores. Um gestor bem intencionado é um dos mais fortes veículos de comunicação interna.

12 de março de 2009

Pensamento do dia

Por que fazer hoje o que posso deixar pra amanhã?!

Esse Rio Amazonas na porta de casa é uma tentação.

11 de março de 2009

Pecado

O oitavo pecado capital: enviar às redações de TV o release originalmente feito para impressos. Na maioria das vezes será inútil, porque é lógico que os pauteiros vão preferir as sugestões no formato ideal.

Para obter o perdão: Sintetizar o release original, preservando informações fundamentais para um texto de TV. E sem esquecer de sugerir as fontes (nome completo, função ou cargo, e-mails e telefones) e onde o cinegrafista pode conseguir as benditas imagens.

Conceito

Matéria no portal Comunique-se diz que a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso está colhendo bons frutos de uma semeadura que começou há nove anos. Em 2000, o então presidente do órgão resolveu investir na contratação de pessoal capacitado, estrutura adequada e equipamentos. Isso é básico do básico para se fazer assessoria de qualidade. O diferencial nesse caso é que a comunicação é totalmente alinhada com o conceito do órgão, que é ser um instrumento de relacionamento com o cidadão.

Novas mídias

Nos fóruns de jornalistas sempre surge a discussão sobre sobrevivência dos meios impressos diante das novas mídias. Quem lida com comunicação organizacional também deve ficar atento. Com as vantagens de custo e alcance da comunicação digital, qual será o caminho de veículos tradicionais como jornal mural, boletins, house organs. Será que vão desaparecer da face da Terra?

A jornalista e relações públicas Thiane Loureiro, especialista em novas mídias, responde. "Nada deixará de existir por causa dos meios digitais. Muitas empresas ainda não têm 100% de seus funcionários com acesso à web. Por isso, esses veículos irão se adaptar para atender às necessidades daqueles cujo dia-a-dia nas companhias ainda não é conectado (chão de fábrica, por exemplo) e complementar as informações compartilhadas entre funcionários com acesso à rede interna ou internet".

Para ler a entrevista completa, publicada no site Nós da Comunicação, clique aqui

8 de março de 2009

Justiça e comunicação

Quero me acostumar com a ótima idéia de juízes fazendo media trainning. Sinal dos (bons)tempos. É isso que pode acontecer se vingar os planos do presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando Mattos, de fazer uma reunião com jornalistas assessores e juízes para elaborar uma política de comunicação social da Justiça Federal. Porque política de comunicação desdobra-se em planos, estratégias, planejamento, manuais, treinamentos.

Fernando Mattos acredita que se houver comunicação será possível acabar com as manchetes de que a Polícia Federal prende e a Justiça solta. Quando ele fala comunicação, refere-se a relacionamento e não apenas a entrevistas.

7 de março de 2009

Jornalismo Científico

Não deu para quem quis. Não deu para a blogueira, por exemplo. As inscrições para a Oficina Paraense de Jornalismo Científico foram encerradas antes do prazo, devido à grande procura. Claro, uma oportundidade como essa, tão rara de acontecer na região Norte e com a vantagem de ser gratuito, só poderia ter alta demanda.

As inscrições seriam encerradas no dia 15/3, porém como preencheram as vagas em tempo recorde, foram interrompidas no dia 6/3.

A Oficina é realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).

Os felizardos que conseguiram vão participar da Oficina nos dias 19, 20 e 21/3, no Centro de Convenções de Belém. O ambiente é lindo, mas o luxo mesmo é fazer uma Oficina dessa com Marcelo Leite e Wilson Bueno, dois dos melhores jornalistas científicos do mundo.

Marcelo Leite escreve aos domingos a coluna "Ciência em Dia", no caderno Mais! da Folha de São Paulo, e é o responsável pelo blog Ciência em Dia Autor dos livros “Os alimentos transgênicos” (2000), “A floresta Amazônica” (2001) e “O DNA” (2003), editados pela série "Folha Explica", da editora Publifolha, Leite também já publicou livros paradidáticos, como o “Brasil – Paisagens Naturais” (2007) e “Amazônia, Terra com Futuro” (2005).

Wilson Bueno é presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico(ABJC). Professor de pós-graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), onde responde pela linha de
pesquisa em Comunicação Empresarial; é professor do curso de jornalismo na Escola de Comunicações de Artes da USP (ECA/USP). Para conhecer a produção científica e jornalística de Bueno, é só acessar os sites que ele edita:

Portal do Jornalismo Científico
Comunicação Empresarial on Line
Comunicação em Agribusiness e Meio Ambiente
Comunicação para a Saúde

Alternativa

Muitos blogs de Macapá estão com cara de imprensa alternativa, com direito ao uso correto da técnica do lead e tudo o mais. Digo alternativo no sentido de publicar informações (com tratamento de notícia) que não vemos de jeito nenhum em nenhuma mídia tradicional. É por essas e outras que muita gente acaba achando que não é preciso ter diploma para ser jornalista.

Reflexão: será que vale a pena sacrificar a evolução do jornalismo em nome do alinhamento partidário irrestrito? daqui a uns 5 anos saberemos.

Inteligência

Assim como é coisa de assessora (porque amanhã é Dia Internacional da Mulher, ora) inteligente nunca visitar colegas da redação às 18 horas de sexta-feira, saber que roupa clara deve ser lavada separada da escura não é pra qualquer uma ou pra qualquer um.

Para entender a abertura acima, é preciso ler o texto abaixo.

Mulher Inteligente

Inúmeras vezes, escutei alguém dizer: -" Você é muito inteligente para uma dona de casa!" Então, passei a maior parte da vida, exercendo a profissão certa pra mim - dona de casa.

É preciso inteligência para saber:
- que a roupa clara deve ser lavada separada da escura,
- que roupas atoalhadas devem ser lavadas em separado,
- como lavar tecidos delicados,
- como lavar roupas que largam tinta,
- como tirar manchas das roupas,
- como colocar roupas de molho,
- que há diferenças entre tipos e marcas de sabão,
- que há diferenças entre os alvejantes e os amaciantes,
- que a quantidade de sabão em pó na máquina de lavar precisa ser dosada,
- como torcer roupas lavadas,
- que a roupa lavada precisa ser bem colocada no varal ,
- que a roupa retirada do varal deve ser guardada dobrada ou em cabide (camisas),
- que lavar e passar roupa parece simples mas, não é... se considerarmos que nossas roupas precisam ter durabilidade, estar limpas, bem passadas e se possível, cheirosas.

Uma pessoa que cozinhou durante vinte anos sem gostar, dificilmente fará uma boa comida. Até para fritar um ovo, é preciso gostar. Se eu pegar a frigideira resmungando e o óleo me lamentando, quando quebrar o ovo, vai ser com mão de pugilista pronto a desferir um golpe fatal no adversário.
Tudo será diferente, se calmamente eu escolher a frigideira, dosar a quantidade de óleo, deixando o vasilhame por perto (para o caso de ser novamente necessário), quebrar os ovos em um prato fundo com cuidado (há sempre a possibilidade de haver um ovo estragado). E, depois, colocá-los na frigideira lentamente, para que se espalhem por igual no óleo. O fogo médio os deixará no ponto ideal para serem salgados, com bem dosadas pitadas de sal. Quando estiverem prontos, deixo-os escorregar da frigideira para uma travessa. E, ao usar o bom humor e a paciência, serei duplamente recompensada, ao comer um prato saboroso, sem estar preocupada com a hora de lavar a frigideira.
Ainda bem que essa profissão nunca me deixará desempregada - os filhos crescem e nascem os netos... E, quem quiser, pode guardar a receita acima no caderno de receitas - chama-se: "ovo frito amoroso" ou, se preferir, "amorovo".

Lenise Resende (07/03/01)

5 de março de 2009

Política de Comunicação

O Instituto Nacional do Câncer está na fase final para lançamento de sua Política de Comunicação. Os profissionais de comunicação e os demais funcionários serão treinados nos processos das ações da Divisão de Comunicação Social (DCS), além de atividades como comunicação interpessoal entre as chefias e equipes; captação de patrocínio e a relação com universidades e instituições de pesquisa.

Cada funcionário vai ter mais claro sobre como ajudar o Instituto a cumprir a sua missão. Para elaborar o documento, a DCS contou com a participação de um Comitê Gestor de Comunicação, integrado por representantes de várias unidades, áreas/departamentos. A Política foi legitimada pela diretoria-executiva e teve como consultor o prof. Wilson da Costa Bueno, pesquisador-bolsista do Programa de Desenvolvimento Institucional do instituto.

Terceirização

Secretaria de Comunicação da Presidência da República contrata empresas de pesquisa e de comunicação digital

Depois de o TCU julgar improcedentes recursos impetrados em duas licitações, a Secom assina contratos nos próximos dias com a Meta, empresa especializada em pesquisas e com a TV1, especializada em comunicação digital.

A partir do contrato com a Meta, a Secom desenvolverá pesquisas quantitativas e qualitativas. Com a TV1, será criado um site na Internet voltado para a promoção da imagem institucional do Brasil no exterior e que contribua para a atração de novos investimentos.

Além disso, o portal Brasil (www.brasil.gov.br) será reformulado, com o objetivo de torná-lo um canal mais atraente, acessível e funcional para o cidadão. Em ambos os julgamentos, o TCU determinou que sejam feitas alterações em futuros editais.

A Secom colocou em marcha os processos de licitação atendendo ao acórdão 2062/2007 do TCU, que proibiu a subcontratação de serviços de assessoria de imprensa, pesquisa e comunicação digital pelas agências de publicidade que atendem órgãos do Governo Federal. As decisões do TCU sobre os recursos representam um aval aos procedimentos da Secom e os dois editais servirão de modelo para outros órgãos públicos.Observação do blog: "em marcha". Estranho né.

O nome do chefe

RELEASE-
A região do Pacuí, no município de Macapá, tem perspectivas de diversificar sua vocação econômica agrícola, atualmente concentrada na produção de mandioca. A cultura da bananeira vem sendo testada pela Embrapa Amapá em um experimento instalado na Escola Família Agrícola do Pacuí, uma das referências em educação no campo na região Norte. Nesta quinta-feira, 5, será realizado um Dia de Campo da Cultura da Bananeira, para alunos e seus pais, que são produtores agrícolas, conhecerem resultados preliminares e técnicas adequadas do cultivo da bananeira naquela região.

O Dia de Campo será composto de três estações. Inicialmente, o engenheiro agrônomo Jackson de Araújo dos Santos vai demonstrar os aspectos fitotécnicos da cultura da bananeira, com abordagem sobre o manejo, as práticas de condução durante o ciclo da produção dos frutos, que é de um ano em média. A estação seguinte será conduzida pelo pesquisador Nagib Jorge Melem, com orientações sobre adubação e nutrição do solo para o cultivo da bananeira. O evento será encerrado com a estação que demonstra os procedimentos adequados para a pós-colheita da banana, a fim de garantir maior durabilidade e qualidade dos frutos nas prateleiras, conduzida pela pesquisadora Valéria Bezerra.

Um dos resultados do experimento instalado pela Embrapa em janeiro de 2008 são as bananas que estão sendo colhidas atualmente. Os frutos servem para alimentação dos alunos da Escola do Pacuí. Os materiais escolhidos para a pesquisa são as cultivares Tropical, Japira, Maravilha, Preciosa, Pacovan Ken, fornecidas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas-BA).

A banana é uma das espécies frutíferas envolvidas no projeto “Transferência de Tecnologias e Conhecimentos em Apoio à Inclusão Tecnológica e ao Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar no Estado do Amapá”, coordenado pelo engenheiro agrônomo Jackson de Araújo dos Santos. O projeto é desenvolvido pela Embrapa Amapá em parceria com a Rede das Escolas Famílias do Amapá, Rurap e Secretaria de Desenvolvimento Rural.


Procuro não personalizar a instituição, por isso o nome do chefe geral só aparece se realmente se justificar, se for uma atividade diretamente ligada à sua função na empresa. Agora, no caso dos autores das pesquisas, é justo e importante nomear um a um, porque temos especialidades técnicas muitos distintas, e desse forma o leitor - e até o jornalista da redação - vincula cada nome ao assunto do seu interesse, se for o caso quando precisar procurar a instituição.

Toda atividade de campo desta empresa está vinculada a um projeto, não custa nada identificá-lo, para situar o leitor no contexto.

Dando nomes aos bois

RELEASE -
A Embrapa Amapá vai desenvolver durante três anos um estudo com o objetivo de diagnosticar as condições sanitárias de piscicultura do município de Macapá, identificar parasitos que atingem peixes cultivados e propor soluções para sanar estes problemas.

A pesquisa será conduzida pelo biólogo Marcos Tavares Dias, que recebe recursos financeiros do CNPq/Ministério da Agricultura/Secretaria de Defesa Agropecuária, no valor de R$ 275 mil para executar o projeto.

No Amapá a piscicultura passa por uma fase de expansão, porém para sua consolidação são necessários estudos sobre quarentena, diagnóstico e controle das enfermidades que acometem os animais cultivados nestes estabelecimentos. A falta de dados que mostrem a real dimensão epidemiológica desta atividade no Estado dificulta a estimativa de sua contribuição na produção de pescado.

Daqui a três anos, a Embrapa Amapá espera prover o mercado e demais setores da atividade com informações técnico-científicas capazes de estabelecer critérios para programas de sanidade, para peixes cultivados no Estado do Amapá. Outra linha de trabalho é a formação de recursos humanos para atuar no setor produtivo do Estado, por meio de cursos, treinamentos e palestras a técnicos agropecuários, estudantes de graduação e pós-graduação e produtores do Estado.

Serão visitadas todos os piscicultores do Estado, para coleta de dados primários, sendo que das 132 pisciulturas instaladas em Macapá, 15 propriedades que apresentarem atividade regular serão escolhidas para o acompanhamento periódico, que terá quatro etapas de estudo.

Participam desta pesquisa a Embrapa Amapá, Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual Paulista (FCAV) e, Universidade Federal do Amazonas (UFAM).


Praticamente os mesmos procedimentos para elaborar o release abaixo. Considero importante citar o valor do projeto (especialistas costumam calcular a relação custo-beneficio, então não seria um benefício ao leitor interessado, substimar esta informação), a fonte financiadora, que por sinal estão sempre aguardando bons projetos para soltar os recursos, e as instituições parceiras, por uma questão de justiça.

4 de março de 2009

Muita leitura

A Embrapa Amapá iniciou uma pesquisa para identificar impactos ambientais decorrentes da criação de búfalos em áreas alagadas de Pracuúba, Amapá e Cutias do Araguari, municípios que concentram o rebanho bubalino do Estado do Amapá, estimado em cerca de 200 mil animais.

O pesquisador Alexandre Uhlmann explica que será feita uma avaliação das alterações na vegetação nativa e nos solos. Como o conhecimento sobre o assunto é incipiente e a mensuração dos impactos nunca foi feita nestas áreas, a pesquisa é uma importante contribuição da Embrapa para dar início ao monitoramento e prevenção em uma escala mais ampla no Amapá.

O pesquisador elaborou um plano de trabalho baseado em indicadores que apontam o incremento da bubalinocultura, desenvolvida com baixa tecnologia, com impactos localizados que preocupam devido à expansão deste modelo de atividade. Embora exista uma percepção dos danos provocados na região pela criação de búfalos sem uso de manejo, a pesquisa da Embrapa vai possibilitar embasamento científico para ações de planejamento.

Esta pesquisa faz parte de um projeto mais amplo, no qual os pesquisadores Ana Elisa Alvim Dias Montagner e Adilson Lopes Lima atuarão em pesquisas sobre a capacidade de carga dos pastos nativos sujeitos à atividade de criação de búfalos. O projeto é realizado por meio de parceria entre a Embrapa Amapá, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap).

Mais informações:
Pesquisador Alexandre Uhlmann - alexandre@cpafap.embrapa.br /
Telefone:
(96) 4009-9508


O release completo é bem maior, com declarações aspeadas, como convém para ser enviado aos impressos e sites. Esta versão resumida é suficiente para destacar alguns aspectos na produção e distribuição do texto. Primeiro, foi preciso uma leitura minuciosa do projeto da pesquisa. Sempre acho que o pesquisador vai esquecer de falar alguma coisa interessante, que agrega valor de notícia, por isso na primeira vez que vou escrever sobre o assunto prefiro ler o documento original e só depois entrevistar para tirar dúvidas, confirmar dados, acrescentar informações. Texto redigido, só falta o pesquisador verificar se as informações estão corretas (no estilo não se mexe, jamais) e distribuir para o site da empresa, veículos locais e, neste caso específico, para determinados veículos nacionais também.

Voltando à importância de conversar (sem pressa) com o pesquisador, lembro que analogias é um ótimo recurso para se compreender expressões técnicas de uso restrito. Por exemplo, como eu iria entender seleção de forrageiras para análise da estrutura, se ele nao me explicasse que é como se eu (o boi) chegasse num restaurante de saladas (o pasto), e escolhesse os legumes (pastos) que me agradam ao paladar para medir a textura, a cor, o sabor, e outros aspectos.

Um dos retornos foi do Canal do Boi, que pode ser visto por parabólica (canal 12). Só que não bastou confirmar a hora e data da entrevista. Como trata-se de entrevista ao vivo, pela TV, enviei foto de boa qualidade do pesquisador para produção do croma com o mapa do Amapá. O passo seguinte foi orientar, em linhas gerais, o entrevistado na linguagem de TV, e ficar com os olhos grudados na TV para observar a entrevista. Deu tudo certo.

Quando não rende

RELEASE - Quem chega à Embrapa Amapá (Macapá-AP) neste início de 2009, encontra vários canteiros de obras. Na sede da instituição e nos campos experimentais, operários e engenheiros eletricistas dedicam-se às obras de construção de novos prédios. Um conjunto de infraestrutura indispensável às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica da instituição.

Em janeiro foram iniciadas as obras do complexo de 722 metros quadrados, que vai abrigar a Área de Comunicação e Negócios para Transferência de Tecnologias (ACN) da Embrapa Amapá e um novo auditório para 120 lugares, salas, e mais espaço para divulgação e acesso facilitado aos produtos e serviços ofertados pela Embrapa.

O prédio ACN/Auditório é um investimento de R$ 696 mil, de recursos da Embrapa e está sendo construído pela empresa Vale Verde Construções, Comércio e Serviços Ltda, ganhadora da licitação da obra.

Este ano, a Embrapa Amapá também vai ganhar um prédio de 56,14 metros quadrados destinado ao Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais (Gerelab) e outro com 107,65 metros quadrados de área coberta mais 216 metros quadrados de área de pátio, especialmente para Gerenciamento de Lixo Doméstico (Gerelixo). Estas são obras custeadas pelo PAC Embrapa, no valor de R$ 141.183,42. A empresa responsável é a R.Q. Construções Ltda, que iniciou as obras em novembro do ano passado.

Nos campos experimentais, o investimento de R$ 81.206,45 abrange obra executada pela empresa M&M Construção e Serviços Ltda, no Campo de Mazagão, onde está sendo construído um galpão premoldado de 240 metros quadrados, que servirá de abrigo para máquinas, implementos e depósito de insumos agrícolas.

Na sede da Embrapa Amapá, a rede de computadores também recebe investimentos, com serviços de manutenção, por meio da aplicação de cabeamento estruturado, no valor de R$ 72 mil, serviço executado pela empresa DigimaqInformática Ltda.


É o típico release que não atrai as TVs, embora seja dever de casa enviarmos para todos os veículos. Claro, as obras interessam muito mais aos que fazem a empresa, que terão melhores acomodações para trabalhar, do que propriamente ao púbblico em geral, que espera notícias mesmo é dos novos serviços a serem oferecidos. Só se fosse uma questão de "vida ou morte" (digo, condição para não perder o emprego) para insistir com os colegas das TVs com esta pauta. Mas rende bastante nos veículos internos e assim deve ser explorado, com todos os méritos.

Parceria

RELEASE- Associada geralmente ao meio rural, a agricultura também pode ser desenvolvida em espaços urbanos. Apostando nesta atividade produtiva, a Embrapa Amapá vai apoiar o Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Para a região Norte, o MDS pensou em dois Centros. Um na Região Metropolitana de Belém (PA), que funciona desde outubro do ano passado, e o de Macapá, que abrangerá também os agricultores do município de Santana.

No Amapá, a articuladora do Centro de Apoio à Agricultura é a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP). Ela e o chefe da Embrapa, Silas Mochiutti, já combinaram para o dia 13 próximo a primeira reunião com os técnicos do MDS, em Macapá.
Na prática, o Centro de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana vai servir de referência para ações de inclusão tecnológica e social. É uma forma de fim de garantir o acesso a técnicas de agricultura sustentável e o consumo de alimentos saudáveis. O público-alvo é formado de famílias de baixa renda.


A produção e distribuição do release acima foi um ótimo exercício de parceria das assessorias da Embrapa e da deputada Fátima Pelaes.

Título

Clique aqui e conheça nove regras simples para formatar uma pauta de acordo com os padrões internacionais da Associated Press.

A camaradagem é do portal Comunique-se, para ajudar assessores, digamos, desajeitados nessas ocasiões, mesmo sendo corriqueiras.

O que mais me chamou atenção foi este: Títulos devem ser compostas de maiúsculas e minúsculas (não só de maiúsculas) e não devem ter mais do que três linhas de comprimento.
Porque lembrei de um colega de TV - também assessor - que manda os releases escritos totalmente em letras maiúsculas, para as redações. É alvo de muita gozação, claro. Como tecnicamente na TV é usual digitar tudo em caixa alta (sou das antigas), vai ver ele segue a máxima de fazer aos outros somente o que queremos para nós.